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terça-feira, 14 de junho de 2011

Para donos de pets: Dieta caseira terapêutica x Ração terapêutica


 Nutrição e o Animal Doente


Porque uma dieta caseira terapêutica pode ser melhor que a ração terapêutica industrializada para seu pet?


Quando um animal adoece, pouca atenção é direcionada à sua alimentação. Contudo, é necessário saber que uma alimentação adequada possui papel essencial dentro do protocolo de tratamento clínico.
O protocolo observado nestes casos em geral inclui a administração de alguma ração  terapêutica industrial que mais se enquadra à situação do animal doente, mas esta solução nem sempre é a mais adequada.
Primeiramente, as rações terapêuticas industriais são formuladas para uma única condição clínica. Quando deparado com um animal cardíaco com cálculos urinários por exemplo, o veterinário precisa decidir se prescreve uma ração de cardíacos, com maior índice de proteína que propicia a formação de alguns tipos de cálculo, ou uma ração para cálculo urinário, com excesso de sal que aumenta a pressão arterial.
Em segundo lugar, nem todas as enfermidades apresentam uma ração terapêutica industrial adequada (como câncer ou insuficiência pancreática exócrina, para citar algumas). Nestas condições o animal recebe indicação da ração industrial mais próxima de sua condição, mas não necessariamente adequada.
Finalmente, as rações terapêuticas industriais precisam se manter em condições adequadas de consumo e elevar sua vida em prateleira, bem como manter sua atratividade aos animais apesar das restrições alimentares.  Para tal, se utilizam de diversos corantes, aromatizantes e conservantes, longe do ideal para um animal enfermo.
A solução para esta situação, que vem sendo adotada por muitos veterinários e donos de pets no exterior já há alguns anos, é a dieta caseira customizada.
Através do cuidadoso estudo da condição clínica do animal na consulta veterinária, é possível prescrever uma dieta fresca, balanceada, rica em nutrientes, sem conservantes ou aditivos, e feita especialmente para suas necessidades. Tudo isso por uma fração do custo de uma ração terapêutica industrial, e qualidade dos ingredientes muito superior, afinal são escolhidos por você!


A Nutrição e a Nutrologia Veterinária também têm atuação dentro da Medicina Preventiva. Dietas caseiras para animais saudáveis em diferentes fases da vida, assim como para atletas e reprodutores promove benefícios observados a partir de uma melhora da saúde geral, pelagem saudável e brilhosa, redução de gordura corporal e aumento de massa muscular, disposição física e bem estar mental.

Um forte abraço a todos e muito obrigada pela visita!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Problemas de pele?





Será que a dieta pode ajudar?

Um dos males mais freqüentes entre nossos amigos peludos são as dermatopatias. Ou seja, problemas de pele e pêlos. Por conta disso houve uma explosão no mercado de alimentos industriais voltados a melhorar a saúde da pele e da pelagem. Rações que supostamente prometem devolver o brilho à pelagem e fórmulas hipoalergênicas que excluem de sua composição àqueles ingredientes que mais frequentemente desencadeiam reações alérgicas.

Grande parte destes alimentos usam como principal fonte protéica, a carne de cordeiro. Entretanto, é importante entender que a carne de cordeiro não é uma fonte de proteína milagrosa que têm qualidades que melhoram a saúde da pele e dos pêlos e muito menos é hipoalergênica por natureza!

Vamos entender.

No caso das rações hipoalergenicas, o que acontece é que como muitas vezes não foi diagnosticado a origem alimentar que desencadeia a reação alérgica, e o cordeiro é comumente uma fonte protéica pelo qual o animal dificilmente foi exposto, tornando-se uma fonte protéica neutra e por isso é que animais sensíveis a outras fontes protéicas podem mostrar melhora significante ao mudar sua dieta. Entretanto ela também poderá causar uma reação alérgica, assim como qualquer fonte protéica.

Outra observação importante é que estas rações continuam contendo em sua composição outros ingredientes que também podem desencadear reações alérgicas como os aditivos e alguns grãos, ou simplesmente às alterações nutricionais que ocorrem com o super-processamento.

Por isso se o seu animal não respondeu bem as rações hipoalergenicas, não desanime! O primeiro passo é descobrir se sua sensibilidade é realmente alimentar. E neste caso apenas uma dieta de eliminação bem administrada é capaz de diagnosticar a suposta hipersensibilidade. Nesta dieta, é oferecido exclusivamente apenas uma fonte de proteína a qual o animal nunca foi exposto junto de um carboidrato durante um período de tempo até que o animal não apresente mais nenhum sintoma alérgico, sendo imprescindível que nenhum outro alimento ou petisco seja oferecido durante esse processo. Depois, gradativamente, outras fontes protéicas são introduzidas uma a uma e ao voltarem os sintomas o ultimo alimento causador da sensibilidade é excluído da dieta. Para mais informações sobre a dieta de eliminação consulte um Médico Veterinário Nutricionista de sua confiança.

Se por acaso o seu peludo tem uma alergia não relacionada a alimentos

Animais que apresentam dermatopatias devem ser assistidos por um Médico Veterinário Dermatologista, mas mesmo que sua origem não seja alimentar é importantíssimo que em paralelo eles também deverão receber uma dieta altamente nutritiva contendo ingredientes com nutrientes de alta qualidade.

A alergia nada mais é que uma reação exacerbada do sistema imune a proteínas de origem externa.

Por exemplo, no ambiente alguns exemplos são o pólen, fungos, gramíneas.

Muitos cães e gatos são sensíveis a proteína encontrada na saliva das pulgas, causando-lhes terrível reações alérgicas.

As alergias alimentares mais comuns são causadas por carne vermelha, e sub-produtos animais (fonte de proteína principal na maioria das rações), produtos lácteos, trigo, milho e leveduras.

Mas por que é que alguns animais são mais sensíveis que outros?

De acordo com Dr. Martin Goldenstein, um renomado veterinário, autor do livro The Nature of Animal Healing, o conhecimento convencional indica que alguns animais não muito sortudos possuem uma predisposição genética para reagir a estas proteínas. Mas concorda que esta é uma afirmação apenas parcialmente verdadeira, uma vez que encontramos animais que ora apresentam a sensibilidade e ora não.

“Minha visão sobre às alergias começa com a premissa que uma alergia não é a causa de origem dos sintomas que manifesta. Ela é o próprio sintoma, que se exacerba quando o sistema imune é sensibilizado pelo alergeno (substância que causou a alergia). Isto é geralmente secundário a um sistema imune afetado por uma toxicidade acumulada. A genética pode estar envolvida: um animal de estimação com antecedentes familiares alérgicos pode sim ser mais propenso a elas. E uma fragilidade adquirida pode igualmente ser um fator que permite que qualquer sintoma se manifeste mais facilmente, especialmente em uma parte mais fraca do corpo. Mas de uma maneira ou outra, tudo que leva a um acúmulo tóxico é capaz de formar uma base para a alergia. Então o objetivo é desintoxicar o corpo e tornar o sistema imune saudável e não apenas tratar os sintomas.”

É por este motivo que é imprescindível uma alimentação saudável para fortalecer o sistema imune do animal sofrendo com alergias, independente de sua origem.

A melhor dieta para animais com problemas dermatológicos, deverá consistir de uma gama ampla de amino-ácidos essenciais, ácidos graxos essenciais como o Omega 3. Ela deverá conter quantidade moderada de proteínas de alta qualidade e baixa quantidade de gorduras saturadas e a menor quantidade de aditivos possível.

Fonte: Canine Nutrition – Lowell Ackerman DVM
The Nature of Animal Healing – Martin Goldenstein DVM